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30 de jan. de 2015

Poematizou: Acquiescere, de Paulo Neto.



Hoje eu estava caminhando em uma praça, e avistei uma garota andando rapidamente com uma expressão de raiva em seu rosto, seus olhos brilhavam, mas não era aquele brilho encantador que qualquer pessoa tem quando vê algo que adora ou quando vejo o sorriso da garota que ama praias, era um brilho morto, com uma suave transparência de tristeza e um leve sentimento de dor, era um brilho sem brilho. Ela chorava. Eu queria poder perguntar o que aconteceu, queria poder perguntar se ela estava bem, mesmo sabendo que não estava. Eu não a conhecia, mas aquela garota chorava, e isso me incomodou, sei que não deveria me intrometer na vida dela, mas se algum dia alguém me visse chorando, eu desejaria que esta pessoa não passasse direto e ficasse se perguntando em seus pensamentos o porquê de eu estar chorando, eu desejaria que esta pessoa parasse para me consolar, mesmo não me conhecendo, mesmo que eu não quisesse dizer nada. Ela se afastava e nem se quer olhei para trás, fiquei me perguntando por que uma garota estaria tão triste naquela noite fria em uma praça qualquer. Me senti frustrado ao me ver ter uma atitude tão egoísta, de ter deixado-a ir, se afastando, desolada, sem alguém para abraçá-la. Quando de repente me virei, e avistei ela já próxima de atravessar a rua, e eu queria ir lá, perguntar o que aconteceu, falar pra ela não ficar daquele jeito, eu deixei de seguir meu caminho por alguém que eu nem conhecia, isso era surpreendente, porque eu raramente faço essas coisas, mas por pessoas que amo, já fiz, por pessoas que amei e que me machucaram. Quando comecei a ir em direção a ela, tentando alcançá-la, um cara passou correndo por mim, indo em sua direção, ele parecia tão abatido quanto ela, fiquei confuso, parei e observei perto o suficiente pra entender, mas também perto o suficiente para ser considerado um curioso, mas ainda sim, eu queria saber a razão de eu ter deixado meu caminho. Ele a puxou antes que atravessasse a rua, pegou na mão dela, e disse:— Eu sei que não sou lá essas coisas, sei que você ainda não me ama, mas eu peço que fique. Estamos juntos há 5 meses, e esses foram os meses mais loucos e felizes da minha vida até hoje. Você é difícil, mas não quero desistir de você, estou perdidamente apaixonado, e quero poder fazer com que sinta o mesmo por mim. Aquelas palavras me fizeram perceber o que havia acontecido, então simplesmente me virei e já estava prestes a seguir meu caminho novamente, quando a ouvi falar:— Você é um idiota(Ele fez alguma merda, pensei.), eu te traí garoto, e mesmo depois do que eu fiz você vem dizer que é apaixonado por mim(espera aí, oquê?), vem dizer que foi feliz nesses 5 meses que eu mal te dei valor, pra quê isso? Pra que eu me sinta mal? Pra que eu fique pior do que já estou? Já me desculpei tá? Não preciso de você, não preciso de ninguém, me deixa sozinha, você ficará melhor sem mim.Eu me virei confuso, o vi olhando pra baixo, ainda segurando a mão dela, ele a olha nos olhos e dizendo com um tom de voz baixa, como se quase não conseguisse falar:  — Mas eu preciso de você, por favor, fica, não importa o que você fez, eu a perdoo, fica. Ela começou a dar tapas no peito dele, o chamando de idiota, perguntando por que ele tinha que ser assim. De repente ela chorava tão alto que o abraçou e pressionou seu rosto contra o peito dele, eu ouvi o som de seu choro diminuir, mas era possível sentir a dor dela sendo expressada em seu choro e soluços, então, ele a abraçou mais forte ainda e beijou sua testa, o vi chorar e sorrir ao mesmo tempo com uma expressão de alívio. Me virei, e sorri, foi melhor assim, mas de qualquer forma, eu queria ter ido lá, não pra consolar algum dos dois, não pra me intrometer em suas vidas, eu só queria ter dito que ele errou suas palavras, ele não era apaixonado por ela, ele a amava, pois só quando se ama, é possível fazer o que ele fez. Ele a amava tanto e se sentia tão bem com ela que a perdoou, e achei isso incrível, eu não sabia dizer ao certo se conseguiria fazer o mesmo por alguém, perdoar e pedir pra ficar mesmo depois de ter um motivo doloroso pra ir embora é uma atitude muito perigosa, seria como apostar tudo nela, se ela mudaria e viria a amá-lo também, ou se o machucaria novamente, isso acabaria com ele, eu sei, já passei por isso. Mas mesmo sendo perigoso, ainda sim, depois de presenciar aquilo tudo, eu sorri.

29 de jan. de 2015

Poematizou: Desabafos, de Bruna Duarte.



Um desabafo: 
Foram os melhores e os piores 9 dias de toda a minha vida. Eu te conheci melhor nesse tempo, te vi com outros olhos, e isso foi bom, eu pude perceber que nós dois somos iguais, em todos os ângulos ou quase todos. O problema é que você não pode sentir e não quer sentir. E talvez isso nos torne diferentes, sou intensa demais pra aceitar metades. Eu nunca briguei tanto com alguém em todo esse tempo, deixei de fazer as coisas que eu queria por sua causa, eu jamais cederia pra alguém algo que eu quisesse. Mas tudo bem, vai ser assim, teremos que aceitar.

Criei essa tag no Blog com o intuito de mostrar os poemas e textos de outras pessoas. Espero que gostem, e não se esqueçam de curtir a página do Blog aí do lado. Beijos de luz, amorzinhos.

27 de jan. de 2015

Poematizou: Minha Amada Querida, de Igor Mello.


Minha doce querida, eu estou caindo
Cada vez mais fundo nesse abismo, me esvaindo
E com o escuro pouco a pouco se expandindo
Eu não estou nada mais pedindo
Minha amada querida, sim, eu estou caindo
Perdido no abismo do que seria minha alma
Flutuando rumo ao nada
Eu estou me iludindo
Minha antiga querida, eu estou caminhando
Sobre o espelho d’agua, andando
Pouco a pouco, me afundando
Eu vou me perder, estou lhe avisando
Então, minha confusa querida, é a última chance
Agora mais um passo é um relance
Um adeus de um romance
Minha querida, lá se foi sua última chance
Minha esquecida querida, eu de novo me entreguei
Pelos caminhos do vazio eu vaguei
Quem sabe algum dia eu voltarei
Mas eu nunca mais me iluminarei
Minha angelical querida, eu perdi a luz
O vazio me fez juz
O coração se foi na luz do luar
Minha querida, eu já não sei mais amar